O desenho da casa reflete as condições muito particulares do seu programa, tanto em termos de usos como de área de construção pedida. Se por um lado os donos da casa estabelecem uma clara subdivisão funcional em duas metades autónomas – residência / ala de convidados, a área que pretendem construir é bastante inferior ao que é permitido para este lote.
De forma sucinta, pode dizer-se que se trata de uma casa fragmentada, de certo modo rarefeita, colocada no centro de um jardim. Dada a reduzida dimensão do lote, esse jardim reduz-se ao perímetro em redor do volume construído, retomando pontualmente a sua presença nos sucessivos pátios pétreos escavados no volume da casa.
Nesse processo de rarefação / fragmentação, descobre-se o mundo interior da casa. Manifesta-se através de um desenho onde está presente a ideia de erosão parcial do que poderia ser o volume de construção máximo permitido, por introdução de uma sequência de pátios, redução parcial do piso superior, pela quase total separação do piso térreo em duas metades (proprietários / convidados), apenas unidas por um corredor quase totalmente desmaterializado. Os pátios da casa, que enquanto vazios operam a separação do volume construído em duas metades, incorporam na casa diferentes atmosferas e noções: 1 – pátio da água; 2 – pátio do tempo; 3 – pátio da matéria.
- Arquitectura
- ARX Portugal, Arquitectos lda. © — José Mateus, Nuno Mateus
- Dono de Obra
Cliente Particular
- Anos do Projeto
2017
- Anos de Construção
2018
- Área Total
- 330m²
- Colaboradores
Stefano Riva
- Estruturas
Marco Caixa
- Rede de Águas
António Fernandes
- Electricidade
Filipe Vicente
- Empreiteiro
- Blocozero – Sociedade Construção, Lda