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Escola Superior de Tecnologia do Barreiro Barreiro, Setúbal, Portugal
2001-2007
Concursos, Equipamentos
O edifício revela um carácter ambíguo. Por um lado "dissipa-se" e aceita a prevalência dos elementos naturais, e por outro, assume a sua presença como elemento artificial, de carácter abstrato.

O lote previsto para a Escola localiza-se nos subúrbios da cidade do Barreiro. São territórios rurais invadidos por construções recentes que intersectam hortas e canaviais. Dada a predominância de habitação, sem que tenha sido prevista a integração de outras funções, este bairro é atualmente um dormitório com pouca vida urbana. O terreno é amplo, com uma pendente suave e bem relacionada com a sua configuração – desnível de 4m entre perímetro a norte e sul – e possui, num dos seus extremos, uma mata densa de sobreiros e pinheiros de porte considerável.

Há projetos que suscitam reações públicas mesmo antes de existirem. E por vezes é aí que encontram boa parte da sua matéria de reflexão. Esta escola é disso um exemplo. Os moradores do “bairro“ envolvente manifestaram-se contra a sua construção porque pretendiam uma Escola do Ensino Básico – transferida para outro local – mas também motivados pelo receio do impacto visual de um edifício de grandes proporções e prevendo que seriam abatidas árvores. Decidiram então contar e marcar todas elas uma a uma.

Procurámos conferir ao edifício um carácter ambíguo. Por um lado "dissipa-se" e aceita a prevalência dos elementos naturais, e por outro, assume a sua presença como elemento artificial, de carácter abstrato. Este princípio é sublinhado pelas opções construtivas: grande bloco antracite, que ao ser seccionado, revela um interior branco.

A arquitetura assume num dos extremos do edifício um carácter mais topográfico, em que não se percebe onde realmente começa e acaba a envolvente e um lado oposto com o seu limite mais presente, definido pelo alinhamento dos topos dos diferentes corpos do edifício.

O edifício posiciona-se no centro do terreno, reservou-se o terço a norte para estacionamento e entrada principal, e, a sul a mata deixa de ser uma faixa localizada, estendendo-se agora em redor e sobre o edifício. Do conjunto, ergue-se em altura um corpo do edifício – a zona de docentes – que marca a sua presença a distâncias maiores e configura um novo sinal urbano.

Arquitectura
ARX Portugal, Arquitectos lda. © — José Mateus, Nuno Mateus
Dono de Obra

Instituto Politécnico de Setúbal

Concurso

2001 - 1º prémio

Anos do Projeto

2001 - 2003

Anos de Construção

2005 - 2007

Área Total
10 500m²
Colaboradores

Paulo Rocha, Stefano Riva, Andreia Tomé, Clara Martins, Marco Roque Antunes, Nuno Grancho, Pedro Alves, Pedro Dourado, Pedro Sousa, Tânia Pedro, Francisco Marques, Sónia Luz

Estruturas

TAL PROJECTO, Projectos, Estudos e Serviços de Engenharia Lda.

Arquitectura Paisagista

GLOBAL, Arquitectura Paisagista Lda.

Eletricidade, Telecomunicações e Segurança Integrada
AT, Serviços de Engenharia Electrotécnica e Electrónica Lda.
Rede de Águas e Esgotos
AQUADOMUS, Consultores Lda.
Empreiteiro
Obrecol