Reabilitação de um edifício construído na década de 40, inserido no plano de Ressano Garcia para a expansão urbana de Lisboa, redimensionando as tipologias e adaptando-as ao contexto da vida contemporânea.
No topo de um dos edifícios do cruzamento da av. Estados Unidos da América com a av. de Roma, um conjunto de espaços designados “ateliers“ no projeto original é adaptado a habitação, revelando de novo a beleza que antes se perdera.
Num processo de fragmentação, descobre-se o mundo interior da casa. Manifesta-se através de um desenho onde está presente a ideia de erosão parcial do que poderia ser o volume de construção máximo permitido, por introdução de uma sequência de pátios, redução parcial do piso superior e pela quase total separação do piso térreo em duas metades.
A principal particularidade desta casa está na dialética entre a metade subterrânea “natural“ da casa, a metade superior, elevada e “artificial“, entre a face introvertida, intimista, de penumbra ou de luz refletida, e a sua face aberta, permeável e luminosa, onde se torna possível o olhar para o horizonte longínquo.
Trata-se de um edifício de 5 pisos com duas fachadas radicalmente diferentes: a “pública“ em pedra de lioz branco e a das traseiras em vidro, ligadas por um mundo interior em betão aparente, pontuado pela presença de elementos em madeira de bétula.
A casa compõe-se como o repertório alentejano: matéria branca, luz-sombra, espessura/massa, textura. No interior, os espaços sucedem-se entre “alusões“ ao volume tradicional de duas águas e variações de escala e profundidade, que transformam a atmosfera daquele mundo interior intencionalmente sóbrio.
A casa foi desenvolvida em betão vermelho, como cobertura de duas águas, procurando um arquétipo conceptual mais próximo das casas de veraneio originais da zona.
Um volume de encastre no terreno natural e um volume flutuante, apoiado no primeiro. Ambos em betão aparente, diferenciam-se na textura adquirida pelas diferentes cofragens e pelo tom dos pigmentos aplicados.
Apesar de o jardim ser uma espécie de lugar-comum, as questões do ‘limite’ e do ‘recinto’ são, neste caso, particularmente pertinentes.
A casa define-se como um volume matérico e tectónico, de geometria facetada e articulada, fortemente agarrada ao terreno. Conceptualmente evoca a presença das edificações defensivas que pontuam esta zona da costa, numa estreita relação de vigília entre a terra e o mar.
Num terreno estreito e longo, a casa desenvolve-se num volume serpenteante que "desliza" na pendente.
A casa nasce de dois espaços vazios: um pátio central “abraçado“ pelas áreas sociais, ligado a um “semi-pátio“ contendo a piscina. É neste pátio central que se cruzam os olhares de quem percorre os espaços envolventes, é o lugar em que se sente a energia diária da vida na casa.
Sendo os alçados norte e sul de naturezas opostas, fechado e aberto respetivamente, os alçados de topo, caracterizam-se por um recorte escultórico da parede de betão, que procura um delicado equilíbrio na transmissão do seu peso ao solo.
Neste edifício, originalmente de 4 apartamentos, transformado numa moradia unifamiliar, foi mantida a fachada principal, sendo o restante edifício integralmente novo, tirando partido da justaposição de dois tempos diferentes.
Esta casa em Sagres responde ao clima agreste do litoral algarvio, afastando-se das tipologias turísticas comuns na região.
A casa desenvolve uma relação intimista com o plano de terra: enterra-se à medida que sobe, tornando-se também ela no terreno sobre o qual se caminha; descola-se enquanto desce, saliente da pendente.
Este projeto para duas moradias, ganha forma entre a vontade de abrir as vistas sobre a envolvente e uma fruição das plataformas de jardim que acompanham os vários pisos, tentando encontrar um equilíbrio entre privacidade e imersão completa na paisagem.
Num terreno que pende para poente, a casa pousa sobre um jardim, numa franca relação com a natureza, marcada pela arrebatadora vista de mar.
Nesta reconversão de um edifício de escritórios de Tomás Taveira, em apartamentos, procurou-se relacionar o edifício com a cidade num sentido mais amplo, com a evocação dos vãos, materialidade e sublimação da luminosidade e leveza tão características de Lisboa.
Este edifício de 7 pisos de habitação, apoiado através de pilares num volume assente no solo, abre espaço para um jardim semipúblico sobre essa base, reinterpretando a tipologia das principais avenidas modernistas dos anos 1950 em Lisboa.
Este edifício de habitação e comércio configura-se de forma a delimitar e proteger uma nova praça pública ajardinada, criando um lugar onde a vida urbana acontece de forma espontânea.
Num lote historicamente expectante, o projeto remata a frente urbana da Av. Santos Dumont procurando reconhecer e responder ao contexto específico em que se insere: o limite entre a cidade e o canal ferroviário.
Reconversão dos antigos pavilhões industriais de uma fábrica de azeite em habitação, preservando a memória das fachadas originais. Nas traseiras, um expressivo jardim toma conta do logradouro e “sobe“ às varandas dos vários pisos, até ao terraço superior.
O edifício resolve uma situação de transição de um quarteirão convencional de dois edifícios, com logradouro interior, para um único edifício com duas frentes, propondo uma nova passagem pública exterior coberta.
O projeto refere-se à reabilitação do chalet oitocentista da rainha D. Maria Pia de Sabóia, que se pretende manter como elemento dominante e estruturador do espaço e das vistas do exterior, assim como à construção de dois novos edifícios de habitação no mesmo lote.
Enquanto a fachada de rua se apresenta como volume maciço, pautado pelo ritmo de elementos verticais e horizontais salientes em pedra, a fachada tardoz recupera toda a leveza, garantindo a expansão dos espaços comuns interiores através de grandes envidraçados e varandas generosas.
O projeto assenta numa ideia de “edifício de miradouros”, levando ao extremo permitir o olhar sobre a envolvente e constituir plataformas (terraços e varandas) de usufruto da extraordinária paisagem.