Dada a autonomia verificada entre os edifícios preexistentes, quisemos que esta nova escola entrasse claramente em diálogo com os edifícios vizinhos, que desse um primeiro impulso para uma visão de conjunto.
O edifício-linha percorre as várias direções do estranho polígono e procura a sua geometria. No seu aparente movimento, estabiliza sob a forma de segmentos de “estado“ variável: espesso e assente no terreno, laminar e flutuante ou complanar com o solo.
O edifício foi concebido como uma casca ortogonal opaca, negra e protetora que cria uma forte interioridade/privacidade. As necessárias transparências foram rasgadas nos cunhais, habitadas por ficções de paisagem.
O Conservatório de Cascais ocupa o antigo edifício da Pensão Boaventura, totalmente reabilitado. A construção da nova sala polivalente fez-se por simples extensão do embasamento em pedra da casa original em direção ao palmeiral.
O projeto assenta numa ideia de “edifício de miradouros”, levando ao extremo permitir o olhar sobre a envolvente e constituir plataformas (terraços e varandas) de usufruto da extraordinária paisagem.
Neste projeto para uma nova Biblioteca, a reabilitação de uma Capela e um Fórum da Juventude, optou-se não apenas de desenhar um novo edifício, mas antes de mais articular as volumetrias diversas do contexto sem aparente sentido de conjunto.
A água, visível a partir de todos os corpos, passa a ser o elemento de ligação da experiência do Museu. Sendo na realidade o suporte da sua temática (marítima), é também um potencial campo expositivo.
O edifício reflete uma clara vontade de assumir o carácter “deslocado“, estranho e inesperado. Trata-se de um grande corpo integralmente forrado a zinco, que, do local, regista apenas uma reação à ondulação do terreno, acompanhando com a forma a sinuosidade da topografia.
O edifício revela um carácter ambíguo. Por um lado "dissipa-se" e aceita a prevalência dos elementos naturais, e por outro, assume a sua presença como elemento artificial, de carácter abstrato.