O projeto escolar corresponde à reabilitação de um conjunto de 5 edifícios no interior da Tapada da Ajuda, respeitando a morfotipologia arquitetónica existente, ajustada às novas necessidades, numa relação simbiótica entre o espaço da escola e o espaço natural.
O Data Center Sines é um centro de dados de grande escala e complexidade técnica. É um edifício povoado por servers dedicado ao armazenamento de dados e à computação, espaço comumente conhecido como cloud.
Dada a autonomia verificada entre os edifícios preexistentes, quisemos que esta nova escola entrasse claramente em diálogo com os edifícios vizinhos, que desse um primeiro impulso para uma visão de conjunto.
Estes “malls”- linha que se sucedem, quando se intersectam, geram nos pontos de encontro as Praças, espaços de confluência. Sobre estas desce a luz natural, dos lanternins de vidro opalino, de formas peculiares pairam e que rompem a cobertura.
O edifício-linha percorre as várias direções do estranho polígono e procura a sua geometria. No seu aparente movimento, estabiliza sob a forma de segmentos de “estado“ variável: espesso e assente no terreno, laminar e flutuante ou complanar com o solo.
O edifício foi concebido como uma casca ortogonal opaca, negra e protetora que cria uma forte interioridade/privacidade. As necessárias transparências foram rasgadas nos cunhais, habitadas por ficções de paisagem.
O Conservatório de Cascais ocupa o antigo edifício da Pensão Boaventura, totalmente reabilitado. A construção da nova sala polivalente fez-se por simples extensão do embasamento em pedra da casa original em direção ao palmeiral.
A Redbridge Shcool, uma nova escola internacional em Campo de Ourique, foi concebida para promover uma educação humana e inovadora, centrada na criatividade, na aprendizagem, no intercâmbio multilingue e no papel da arte, num ambiente seguro e acolhedor para as crianças.
O aquário dos bacalhaus é um edifício que liga o Museu Marítimo e o centro de investigação CIEMAR num complexo disperso unido pelos temas do mar e da pesca.
Neste projeto para uma nova Biblioteca, a reabilitação de uma Capela e um Fórum da Juventude, optou-se não apenas de desenhar um novo edifício, mas antes de mais articular as volumetrias diversas do contexto sem aparente sentido de conjunto.
A água, visível a partir de todos os corpos, passa a ser o elemento de ligação da experiência do Museu. Sendo na realidade o suporte da sua temática (marítima), é também um potencial campo expositivo.
O edifício reflete uma clara vontade de assumir o carácter “deslocado“, estranho e inesperado. Trata-se de um grande corpo integralmente forrado a zinco, que, do local, regista apenas uma reação à ondulação do terreno, acompanhando com a forma a sinuosidade da topografia.
Implantado sobre as dunas da frente marítima da Costa Nova, o novo Centro Sócio-Cultural reinterpreta a tradição construtiva dos palheiros, num edifício-paisagem integralmente em madeira cuja cobertura percorrível se transforma num percurso público com vista sobre o mar.
A rigidez dos pavilhões existentes, ocupados pelas salas de aula, como autênticas “máquinas de aprender”, contrasta com a “informalidade” da parte nova, que liga os pavilhões proporcionando uma “aprendizagem informal” a partir dos espaços coletivos.
O edifício revela um carácter ambíguo. Por um lado "dissipa-se" e aceita a prevalência dos elementos naturais, e por outro, assume a sua presença como elemento artificial, de carácter abstrato.
O novo Mercado de Abrantes é simultaneamente edifício e rua. No fundo, trata-se fundamentalmente de uma rua conformada e coberta por uma casca de betão aparente pintada a branco.