O projeto assenta numa ideia de “edifício de miradouros”, levando ao extremo permitir o olhar sobre a envolvente e constituir plataformas (terraços e varandas) de usufruto da extraordinária paisagem.
O Data Center Sines é um centro de dados de grande escala e complexidade técnica. É um edifício povoado por servers dedicado ao armazenamento de dados e à computação, espaço comumente conhecido como cloud.
Enquanto a fachada de rua se apresenta como volume maciço, pautado pelo ritmo de elementos verticais e horizontais salientes em pedra, a fachada tardoz recupera toda a leveza, garantindo a expansão dos espaços comuns interiores através de grandes envidraçados e varandas generosas.
A intervenção no Rossio de Aveiro centra-se na restruturação de um importante espaço público para a cidade aliando a amenidade urbana ao equilíbrio com a situação ecológica matricial de suporte e envolvente à cidade.
A Redbridge Shcool, uma nova escola internacional em Campo de Ourique, foi concebida para promover uma educação humana e inovadora, centrada na criatividade, na aprendizagem, no intercâmbio multilingue e no papel da arte, num ambiente seguro e acolhedor para as crianças.
O projeto escolar corresponde à reabilitação de um conjunto de 5 edifícios no interior da Tapada da Ajuda, respeitando a morfotipologia arquitetónica existente, ajustada às novas necessidades, numa relação simbiótica entre o espaço da escola e o espaço natural.
A água, visível a partir de todos os corpos, passa a ser o elemento de ligação da experiência do Museu. Sendo na realidade o suporte da sua temática (marítima), é também um potencial campo expositivo.
O novo Mercado de Abrantes é simultaneamente edifício e rua. No fundo, trata-se fundamentalmente de uma rua conformada e coberta por uma casca de betão aparente pintada a branco.
O projeto refere-se à reabilitação do chalet oitocentista da rainha D. Maria Pia de Sabóia, que se pretende manter como elemento dominante e estruturador do espaço e das vistas do exterior, assim como à construção de dois novos edifícios de habitação no mesmo lote.
O edifício resolve uma situação de transição de um quarteirão convencional de dois edifícios, com logradouro interior, para um único edifício com duas frentes, propondo uma nova passagem pública exterior coberta.
Reconversão dos antigos pavilhões industriais de uma fábrica de azeite em habitação, preservando a memória das fachadas originais. Nas traseiras, um expressivo jardim toma conta do logradouro e “sobe“ às varandas dos vários pisos, até ao terraço superior.
Estes “malls”- linha que se sucedem, quando se intersectam, geram nos pontos de encontro as Praças, espaços de confluência. Sobre estas desce a luz natural, dos lanternins de vidro opalino, de formas peculiares pairam e que rompem a cobertura.
O edifício revela um carácter ambíguo. Por um lado "dissipa-se" e aceita a prevalência dos elementos naturais, e por outro, assume a sua presença como elemento artificial, de carácter abstrato.
Dada a autonomia verificada entre os edifícios preexistentes, quisemos que esta nova escola entrasse claramente em diálogo com os edifícios vizinhos, que desse um primeiro impulso para uma visão de conjunto.
A rigidez dos pavilhões existentes, ocupados pelas salas de aula, como autênticas “máquinas de aprender”, contrasta com a “informalidade” da parte nova, que liga os pavilhões proporcionando uma “aprendizagem informal” a partir dos espaços coletivos.
Num lote historicamente expectante, o projeto remata a frente urbana da Av. Santos Dumont procurando reconhecer e responder ao contexto específico em que se insere: o limite entre a cidade e o canal ferroviário.
Este edifício de habitação e comércio configura-se de forma a delimitar e proteger uma nova praça pública ajardinada, criando um lugar onde a vida urbana acontece de forma espontânea.
O edifício foi concebido como uma casca ortogonal opaca, negra e protetora que cria uma forte interioridade/privacidade. As necessárias transparências foram rasgadas nos cunhais, habitadas por ficções de paisagem.
Este edifício de 7 pisos de habitação, apoiado através de pilares num volume assente no solo, abre espaço para um jardim semipúblico sobre essa base, reinterpretando a tipologia das principais avenidas modernistas dos anos 1950 em Lisboa.
O Conservatório de Cascais ocupa o antigo edifício da Pensão Boaventura, totalmente reabilitado. A construção da nova sala polivalente fez-se por simples extensão do embasamento em pedra da casa original em direção ao palmeiral.
Implantado sobre as dunas da frente marítima da Costa Nova, o novo Centro Sócio-Cultural reinterpreta a tradição construtiva dos palheiros, num edifício-paisagem integralmente em madeira cuja cobertura percorrível se transforma num percurso público com vista sobre o mar.
O edifício-linha percorre as várias direções do estranho polígono e procura a sua geometria. No seu aparente movimento, estabiliza sob a forma de segmentos de “estado“ variável: espesso e assente no terreno, laminar e flutuante ou complanar com o solo.
O edifício reflete uma clara vontade de assumir o carácter “deslocado“, estranho e inesperado. Trata-se de um grande corpo integralmente forrado a zinco, que, do local, regista apenas uma reação à ondulação do terreno, acompanhando com a forma a sinuosidade da topografia.
Nesta reconversão de um edifício de escritórios de Tomás Taveira, em apartamentos, procurou-se relacionar o edifício com a cidade num sentido mais amplo, com a evocação dos vãos, materialidade e sublimação da luminosidade e leveza tão características de Lisboa.
Num terreno que pende para poente, a casa pousa sobre um jardim, numa franca relação com a natureza, marcada pela arrebatadora vista de mar.
Este projeto para duas moradias, ganha forma entre a vontade de abrir as vistas sobre a envolvente e uma fruição das plataformas de jardim que acompanham os vários pisos, tentando encontrar um equilíbrio entre privacidade e imersão completa na paisagem.
A casa desenvolve uma relação intimista com o plano de terra: enterra-se à medida que sobe, tornando-se também ela no terreno sobre o qual se caminha; descola-se enquanto desce, saliente da pendente.
Esta casa em Sagres responde ao clima agreste do litoral algarvio, afastando-se das tipologias turísticas comuns na região.
Neste edifício, originalmente de 4 apartamentos, transformado numa moradia unifamiliar, foi mantida a fachada principal, sendo o restante edifício integralmente novo, tirando partido da justaposição de dois tempos diferentes.
Sendo os alçados norte e sul de naturezas opostas, fechado e aberto respetivamente, os alçados de topo, caracterizam-se por um recorte escultórico da parede de betão, que procura um delicado equilíbrio na transmissão do seu peso ao solo.
A casa nasce de dois espaços vazios: um pátio central “abraçado“ pelas áreas sociais, ligado a um “semi-pátio“ contendo a piscina. É neste pátio central que se cruzam os olhares de quem percorre os espaços envolventes, é o lugar em que se sente a energia diária da vida na casa.
Num terreno estreito e longo, a casa desenvolve-se num volume serpenteante que "desliza" na pendente.
A casa define-se como um volume matérico e tectónico, de geometria facetada e articulada, fortemente agarrada ao terreno. Conceptualmente evoca a presença das edificações defensivas que pontuam esta zona da costa, numa estreita relação de vigília entre a terra e o mar.
Apesar de o jardim ser uma espécie de lugar-comum, as questões do ‘limite’ e do ‘recinto’ são, neste caso, particularmente pertinentes.
Um volume de encastre no terreno natural e um volume flutuante, apoiado no primeiro. Ambos em betão aparente, diferenciam-se na textura adquirida pelas diferentes cofragens e pelo tom dos pigmentos aplicados.
A casa foi desenvolvida em betão vermelho, como cobertura de duas águas, procurando um arquétipo conceptual mais próximo das casas de veraneio originais da zona.
A casa compõe-se como o repertório alentejano: matéria branca, luz-sombra, espessura/massa, textura. No interior, os espaços sucedem-se entre “alusões“ ao volume tradicional de duas águas e variações de escala e profundidade, que transformam a atmosfera daquele mundo interior intencionalmente sóbrio.
Trata-se de um edifício de 5 pisos com duas fachadas radicalmente diferentes: a “pública“ em pedra de lioz branco e a das traseiras em vidro, ligadas por um mundo interior em betão aparente, pontuado pela presença de elementos em madeira de bétula.
A principal particularidade desta casa está na dialética entre a metade subterrânea “natural“ da casa, a metade superior, elevada e “artificial“, entre a face introvertida, intimista, de penumbra ou de luz refletida, e a sua face aberta, permeável e luminosa, onde se torna possível o olhar para o horizonte longínquo.
Num processo de fragmentação, descobre-se o mundo interior da casa. Manifesta-se através de um desenho onde está presente a ideia de erosão parcial do que poderia ser o volume de construção máximo permitido, por introdução de uma sequência de pátios, redução parcial do piso superior e pela quase total separação do piso térreo em duas metades.
Neste projeto para uma nova Biblioteca, a reabilitação de uma Capela e um Fórum da Juventude, optou-se não apenas de desenhar um novo edifício, mas antes de mais articular as volumetrias diversas do contexto sem aparente sentido de conjunto.
O aquário dos bacalhaus é um edifício que liga o Museu Marítimo e o centro de investigação CIEMAR num complexo disperso unido pelos temas do mar e da pesca.
No topo de um dos edifícios do cruzamento da av. Estados Unidos da América com a av. de Roma, um conjunto de espaços designados “ateliers“ no projeto original é adaptado a habitação, revelando de novo a beleza que antes se perdera.
Reabilitação de um edifício construído na década de 40, inserido no plano de Ressano Garcia para a expansão urbana de Lisboa, redimensionando as tipologias e adaptando-as ao contexto da vida contemporânea.